domingo, julho 10, 2005

Não sei.

Sinto-me... Não sei como me sinto.
Não me sinto alegre nem triste. Nem zangada ou desiludida. Também não me sinto animada. Nem ansiosa, nervosa.
Sinto-me diferente.

Talvez o sol me tenha "afectado". Ou o calor abafado que se fez sentir durante todo o dia. Ou o céu cinzento devido ao fumo dos incêndios. Ou ter visto tanta gente vestida de "bata" branca. Ou ter estado quase a sufocar no meio de uma igreja onde tentava ver alguém - a pessoa por quem tinha ido ali - mas só via cabelos e casacos e costas e malas e coisas assim que se impunham à minha frente. Ou talvez ter bebido tanta água... E ice tea com tantas pedras de gelo. Ou ter estado no meio de um grupo de pessoas onde os risos e as conversas predominavam. Ou ter visto pessoas com quem, pelos vistos, não estava há mais de cinco anos, que me olhavam e diziam "Que crescida, que grande que ela está!" e eu não saber quem eram elas. Ou... não sei.

Estou meia adormecida.
Não me apetece dormir. Mas também não me apetece estar acordada.
Apetece-me sonhar...
Sim, Sonhar!...

Precisava de sonhar rodeada pelos braços de alguém especial que me estivesse a dar mimos...
Já que não é possível, acho que vou ter de me contentar em apenas sonhar comigo mesma rodeada pelos braços de alguém especial a dar-me mimos... E eu a sonhar.

Pode ser que, de repente, o meu sonho se transforme em realidade.

quinta-feira, junho 09, 2005

Orgulho

É engraçado como por vezes o orgulho se consegue sobrepor a tudo, até a uma amizade, daquelas grandes, que se pensa que vai ser para sempre.
Só que é então que... puff. Algo corre menos bem e de repente vemo-nos sem aquela pessoa que pensávamos que iria estar sempre do nosso lado. Passam-se tempos, e não entendemos o que é que afinal aconteceu. Um dia tomamos coragem, e damos o primeiro passo. O primeiro e mais difícil. Encaramos a pessoa em questão, mesmo que separados por bastantes metros, "atrás" de um ecrã de telemóvel.
Passam 5 segundos.
"Já não deveria ter recebido a resposta?", pensamos. Nesses momentos a impaciência domina-nos e ficamos momentaneamente enraivecidos por nos estarem a fazer aquilo.
5 minutos.
5 quartos de hora.
E consideramos que já não vamos obter sequer uma palavra menos simpática, mas por e simplesmente um grande e redondo "Ignoro-te completamente" que se traduz precisamente pelo fingir que não se leu nada, que nós nem sequer existimos. E pedimos por tudo para receber pelo menos uma palavra mais desagradável.
2 horas e meia. Recebemos uma resposta.
E troca-se mensagens, e tenta-se esclarecer as coisas. E esclarece-se tudo, diz-se tudo, mas ao mesmo tempo parece que não se esclareceu nada, que não se disse nada.
E decidimos que não damos o próximo passo, já que não temos nem devemos lutar sozinhos.
Depois... Depois notamos que a outra pessoa nos olha constantemente, que se aproxima de onde estamos, que ele até se tenta integrar em conversas com as pessoas que estão ao nosso lado, que até nos sorri quando, por um acaso, os nossos olhares se cruzam...
Mas não falamos, não nos dirigimos um ao outro.

Porquê?
Porque o orgulho, o tal maldito orgulho o impede de o fazer... (e talvez a nós também...)
Só que o pensamento de que o que existe é uma grande amizade permanece. E acredita-se que o orgulho não consegue destruir algo assim!
Não consegue!
(pois não?...)

sábado, junho 04, 2005

A rapariga e a flor estrelada

Às vezes gosto de me transformar numa estrela. Numa grande estrela cintilante, no meio de muitas outras estrelas, num céu vazio de nuvens. Outras vezes, numa flor. Numa flor muito colorida, no meio de um grande prado, daqueles que aparecem nas cenas finais daqueles filmes bonitos e que nos deixam a suspirar e a desejar lá estar.
São as minhas outras duas facetas (ou uma, pois acabam por se unir) que ninguém conhece, mas que existem. E que são indispensáveis para a “rapariga” que há em mim conseguir habitar este mundo e viver a vida o melhor que conseguir.
Sim, também há uma rapariga dentro de mim. Uma rapariga como tantas outras com 14 anos feitos o ano passado.
Adoro a minha família e os meus amigos. São tudo para mim. Gosto muito de ler, de dançar, de ouvir música, de ir ao cinema, de passear na praia, de experimentar (e comprar) roupa, de gastar euros no telemóvel, de teclar no messenger… Do que a maioria das outras raparigas gosta. Ou não…
Gosto também muito de escrever, e por isso decidi arriscar o começo de um novo blog, o meu segundo blog. Este sim, quero que seja aquele no qual vá registando as várias etapas de uma mudança. A falta de paciência e a “preguicite aguda” atacam-me fortemente por várias vezes, mas decidi tentar. Porque não?!


E pronto, está escrito o primeiro post. O primeiro post é sempre chato de escrever. Mas sem primeiro não há segundos, por isso… Aqui está.

Um beijo mágico.